Diário27/11/2009 00h00
_ Violência Contra a Mulher
Imagem - Sergei Ignatenko
As Nações Unidas definem violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada". - Conselho Social e Econômico, Nações Unidas (1992). Violência contra a mulher é um sério problema de saúde pública, assim como uma violação dos direitos humanos. Existem muitas formas de violência contra a mulher, dentre elas a violência psicológica, a física e a sexual. E todas essas formas de violência podem ter sérias implicações para a saúde sexual e reprodutiva da mulher. Violência contra a mulher também pode ser institucional, ou seja quando os serviços oferecidos por uma instituição e sistemas públicos são prestados em condições inadequadas resultando em danos físicos e psicológicos para a mulher (por exemplo: longas esperas para receber tratamento, intimidação, mal trato verbal, ameaças e falta de medicamentos). Violência e a saúde da mulher Em muitas culturas, a violência contra a mulher é aceita; e normas sociais sugerem que a mulher é a própria culpada da violência por ela sofrida apenas pelo fato de ser mulher. Essas atitudes sociais podem ser exercidas também por profissionais da área de saúde, resultando algumas vezes no tratamento inadequado ou impróprio quando se trata de uma mulher vítima de violência que busca atendimento de saúde. A violência contra a mulher pode ter tanto efeitos de longo prazo, quanto de curto prazo. Algumas vezes o resultado pode inclusive ser fatal. Por exemplo: Uma violência sexual pode resultar em uma gravidez indesejada que por sua vez leva a prática do aborto inseguro. Mulheres que vivem com parceiros violentos podem não ter escolha no uso de métodos anticoncepcionais. Além disso a violência pode ainda contribuir com abortos espontâneos, e o aumento do risco de infecções por doenças sexualmente transmissíveis como por exemplo o HIV/ AIDS. A violência e os direitos da mulher Vários acordos internacionais manifestam claramente que a violência contra a mulher constitui uma violação dos direitos humanos. Por exemplo: • Em 1979, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotaram a "Convenção de Eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher", conhecida como a Lei Internacional dos Direitos da Mulher. Essa convenção define o que se constitui discriminação contra a mulher e estabelece uma agenda de ações a fim de acabar com a discriminação. • Em 1993, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a "Declaração da Eliminação da Violência contra a Mulher", o primeiro documento internacional de direitos humanos focado exclusivamente na violência contra a mulher. Esse documento afirma que a violência contra a mulher viola e degrada os direitos humanos da mulher em seus aspectos fundamentais de liberdade. • Em 1995, a Plataforma por Ação de Beijing (da Quarta Conferência Mundial da Mulher) chama a atenção dos governos a "condenarem a violência contra a mulher e eliminarem alegações baseadas em tradições, costumes, e religião como forma de desculpas por se manterem afastados de suas obrigações com respeito a "Declaração da Eliminação da Violência contra a Mulher" A ratificação por parte de 184 países, em setembro de 2006, da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, e várias conferências mundiais sobre mulheres, culminando com a Declaração e Plataforma para Ação de Pequim, em 1995, estabeleceram em termos cada vez mais concretos os desafios a serem enfrentados e as ações necessárias para aumentar o poder da mulher. No Brasil, a violência contra a mulher é crime e a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, coíbe a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Uma das grandes conquistas dessa Lei foi reconhecer que quando essas violências contra a mulher acontecem no ambiente doméstico ou são cometidas por pessoas que têm ou tiveram intimidade com a vítima, tais como maridos, noivos ou namorados (atuais ou ex), é preciso um olhar e uma atuação específica da polícia, da justiça e de um conjunto de órgãos governamentais. Além disso, a lei federal 10.778/2003 estabelece a notificação compulsória, no território nacional, dos casos de violência contra a mulher atendida em serviços de saúde públicos ou privados. A notificação é um importante instrumento para o planejamento de políticas públicas para eliminar a violência contra a mulher, tendo como base as informações coletadas pelos serviços de saúde, tais como: onde a violência acontece, que tipo de violência ocorre com mais frequência, quem comete a violência, qual é o perfil da mulher que sofre a violência, etc. No entanto, apesar desses ganhos e compromissos, as promessas ainda não se materializaram para muitas mulheres, adolescentes e crianças do sexo feminino. Desde as crianças excluídas da educação em razão do gênero até adolescentes que podem morrer em decorrência de problemas relacionados à gravidez e ao parto, ou que enfrentam violência e abuso sexual, a discriminação de gênero leva a violações de direitos que repercutirão em todo o ciclo de vida. (Fundo das Nações Unidas para a Infância. Situação mundial da infância 2007 - Capítulo 5. In:Mulheres e crianças: o duplo dividendo da igualdade de gênero. Unicef, 2006 (o documento completo pode ser acessado em http://www.unicef.org/brazil/smi7 ) Ipas e a violência contra a mulher Ipas é uma organização focada nos elos que ligam: violência contra a mulher, gravidez indesejada, e o aborto inseguro em seus processos, políticas e trabalho de pesquisa em todo o mundo. As atividades de Ipas nessa área incluem: • Trabalho com a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Monterrey com a Secretaria de Saúde de Nueva León na organização de um simpósio referente ao problema da violência contra a mulher que ofereça recomendações em aconselhamento na área de saúde às vítimas de violência. • Organização do primeiro encontro sobre violência sexual contra a mulher na Bolívia, com o apoio do Ministério de Gênero, a fim de discutir o problema de violência sexual no país, revisar as leis existentes que protegem as vítimas e desenvolver recomendações para uma maior implementação dessas leis além do aumento do acesso das mulheres aos serviços de saúde pública adequados. • Inicializou um modelo de aconselhamento em saúde para vítimas de violência sexual, que incui aspectos legais, suporte psicológico e assistência médica no México. No Brasil: Iniciou vários projetos de violência contra a mulher em parceria com orgãos governamentais e não-governamentais que visam a formação de redes de serviços de assistência para mulheres e adolescentes vítimas da violência sexual e doméstica na região Norte do Brasil Desenvolveu publicações e pesquisas sobre o impacto da violência na vida das mulheres e sobre a magnitude do aborto Integrou o Grupo Técnico do Ministério da Saúde para elaboração da Norma de Atenção Humanizada ao Abortamento Ministrou capacitações para Melhoria da Atenção ao Abortamento, tendo papel fomentador das discussões e cursos nos Congressos da FEBRASGO, nas Agendas das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, e nos CRMs dos Estados. Desenvolveu medidas e intervenções recomendadas para tratar do problema da violência contra a mulher, além de coletar estatísticas sobre o tema. Fonte IAPAS Publicado por Estrela Matutina em 27/11/2009 às 00h00
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 27/10/2009 03h41
_ MULHER MADURA
Mulher Madura - Arnaldo Jabor... Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura? Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver? a.. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar- se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra. b.. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo. c.. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho-só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada. d.. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão. Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu deus... Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua. Publicado por Estrela Matutina em 27/10/2009 às 03h41
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 26/10/2009 01h53
_ RAÇÃO HUMANA
Ração Humana FONTE - BELEZA E SAÚDE
Publicado por Estrela Matutina em 26/10/2009 às 01h53
25/10/2009 02h30
_ Oração para energia da abundância
Publicado por Estrela Matutina em 25/10/2009 às 02h30
24/10/2009 17h45
Produtos detox não funcionam
![]() 'Produtos detox não funcionam', dizem cientistas - Estadao.com.br:
Fonte - Estadão"Produtos detox não funcionam', dizem cientistas Estudo avaliou tratamentos 'desintoxicantes' à venda nas farmácias. Tamanho do texto? A A A A - Não há evidências de que produtos para ajudar o corpo a se 'desintoxicar' funcionam, alertam cientistas britânicos. Todos os anos, em janeiro, as indústrias de cosméticos e saúde criam novos produtos para purificar, desintoxicar e restaurar o organismo após os excessos cometidos nas festas de fim de ano. Mas o recado de um grupo de cientistas britânicos para o público é: 'Economize seu dinheiro. Tome um copo de água, coma uma salada de peru e tenha uma boa noite de sono'. Os especialistas são membros da entidade beneficente Sense About Science - cuja proposta é desmistificar a ciência e desmascarar empresas que usam jargão científico para fazer afirmações enganosas. Eles avaliaram 15 produtos, de água engarrafada até cremes esfoliantes, e descobriram que muitas das frases usadas na promoção dos produtos 'não significavam nada'. Os cientistas pediram a fabricantes de vitaminas, shampoos, adesivos desintoxicantes e um 'escovão para o corpo' evidências comprovando as propriedades desintoxicantes dos produtos. De acordo com o Oxford English Dictionary, a palavra inglesa detox, em português, desintoxicar, significa remover substâncias ou qualidades tóxicas. Entretanto, cada companhia questionada usava uma definição diferente do que é um produto 'desintoxicante'. Na maioria dos casos, fabricantes e vendedores foram forçados a admitir que haviam simplesmente usado a expressão desintoxicar para dar nome a processos como limpar ou escovar, os especialistas concluíram. Toxinas Os pesquisadores investigaram um creme para limpeza do rosto que, segundo o fabricante, desintoxica a pele ao remover toxinas. Os cientistas verificaram que as 'toxinas' eram na verdade sujeira, maquiagem e o óleo natural da pele que qualquer creme de limpeza deve ser capaz de remover. Um tratamento de desintoxicação vendido por uma rede britânica de farmácias com o propósito de desintoxicar o corpo e eliminar toxinas também foi criticado pela falta de evidências. A bióloga Evelyn Harvey, que analisou o produto, disse que se os consumidores fizessem a dieta saudável recomendada pela farmácia para ser seguida durante o tratamento, provavelmente se sentiriam melhor. Mas isso não tem nada a ver com o produto em si. Ao concluir o estudo, os cientistas verificaram que, nos piores casos, tratamentos de 'desintoxicação' podem ter conseqüências perigosas. E nos melhores, são um desperdício de dinheiro. O farmacêutico Tom Wells, que participou da pesquisa, disse: 'O mínimo que os vendedores de produtos desintoxicantes deveriam ser capazes de oferecer é uma noção clara do que é desintoxicar e provar de que seus produtos realmente funcionam'. 'As pessoas que contactamos não puderam fazer nenhuma das duas coisas'. O corpo humano tem seu próprio mecanismo de desintoxicação, dizem os especialistas da entidade Sense About Science. O intestino impede que bactérias e toxinas entrem no organismo. Quando essas substâncias penetram no corpo, o fígado age como um extraordinário laboratório químico, na maioria das vezes, combinando as toxinas com substâncias químicas geradas pelo próprio organismo para criar um composto solúvel em água que pode ser excretado pelos rins. Dessa forma - diz o site da entidade - o corpo faz sua própria desintoxicação. Ele se reidrata com água de torneira e se renova com uma boa noite de sono. Tomar comprimidos desintoxicantes, usar meias desintoxicantes, tomar extrato de raiz de urtiga, chás de ervas, água 'oxigenada' ou fazer dietas especiais de desintoxicação não tornam os processos naturais de desintoxicação do organismo mais efetivos. Para os cientistas, esses produtos são um desperdício de dinheiro e apenas contribuem para a desinformação em temas como nutrição, o funcionamento do nosso corpo e processos químicos naturais. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. Publicado por Estrela Matutina em 24/10/2009 às 17h45
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